O mosaico foi criado a partir de imagens tiradas por mim em várias atividades, de Educação Ambiental e contemplação da natureza, desenvolvidas pelo CEADI Planeta Vivo, além de situações de descaso com o meio ambiente, como é o caso do lixo e fogo nas matas nativas. A criação do mosaico partiu da necessidade de refletir sobre algumas considerações ontológicas para compreender a destruição ambiental como um problema historicamente construído entre as ações de dominação (sempre na busca de satisfazer as necessidades humanas) e exploração do ser humano com ele mesmo, do outro e do mundo.
A dialética homem-natureza pressupõe a sobrevivência e a existência, e esta relação provocou mudanças drásticas no meio ambiente natural, extinções de enumeras espécies da flora e da fauna, desequilíbrios de toda a ordem, inversões climáticas, etc. Portanto, a relação se dá de forma destrutiva, o homem em sociedade não consegue adaptar-se ao meio como os animais e precisa constantemente mudar ou transformar seu habitat.
Precisamos de uma ação ambientalista mais enérgica e uma educação ambiental transformadora, que saia do comodismo dos conceitos e dos diálogos (que são importantes, mas que por si mesmos não são capazes de fazer as transformações urgentes e necessárias). Uma Educação Ambiental que trabalhe em diversos níveis, que aproxime o ser humano de sua própria realidade, do mundo, seus problemas e suas possibilidades de soluções.
A educação ambiental com objetivo de alterar as atuais relações entre o ser humano e natureza incentiva a criatividade, a liberdade, o trabalho livre, onde o trabalhador se encontra no produto final, assim como nos meios, tomando consciência de si e do outro e do meio, entendendo de modo totalitário e não alienado a sociedade que constitui e é constituído (MARX, 2004).

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