sábado, 29 de novembro de 2014


Meu local de trabalho seria "Espaço Educador Sustentável"??



      Como eu trabalho em uma ONG, que desenvolve várias ações e atividades de cunho socioambiental, resolvi separar não só uma imagem , mas sim algumas que pudessem dar um noção de como é o espaço onde elaboro e executo minhas atividades.

    Quanto a questão de se o espaço mostrado nas imagens acima pode ser um espaço educador sustentável? no meu entender ele já é um espaço educador sustentável, pois..
“Espaços educadores sustentáveis são aqueles que têm a intencionalidade pedagógica de se constituir em referências concretas de sustentabilidade socioambiental. Isto é, são espaços que contribuem para repensarmos a relação entre os indivíduos e destes com o ambiente. Compensam seus impactos com o desenvolvimento de tecnologias apropriadas, permitindo assim, mais qualidade de vida para as gerações presentes e futuras”. (TRAJBER & SATO, 2010, p.71)
     Nós (CEADI Planeta Vivo) trabalhamos como um espaço educador sustentável informal, realizando ações que vão de cursos de formação em Educação Ambiental à palestras e oficinas sobre os mais diferentes temas socioambientais, de campanhas de conscientização ecológica à reciclagem de equipamentos eletrônicos,  de recuperação de áreas degradadas à plantio de arvores e criação de unidades de conservação, entre tantos outros.



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Mosaico Dialético - A Relação Homem versus Natureza

Atividade  03-AD -- Análise Crítica
    


   
O mosaico foi criado a partir de imagens tiradas por mim em várias atividades, de Educação Ambiental e contemplação da natureza, desenvolvidas pelo CEADI Planeta Vivo, além de situações de descaso com o meio ambiente, como é o caso do lixo e fogo nas matas nativas. A criação do mosaico partiu da necessidade de refletir sobre algumas considerações ontológicas para compreender a destruição ambiental como um problema historicamente construído entre as ações de dominação (sempre na busca de satisfazer as necessidades humanas) e exploração do ser humano com ele mesmo, do outro e do mundo.

A dialética homem-natureza pressupõe a sobrevivência e a existência, e esta relação provocou mudanças drásticas no meio ambiente natural, extinções de enumeras espécies da flora e da fauna, desequilíbrios de toda a ordem, inversões climáticas, etc. Portanto, a relação se dá de forma destrutiva, o homem em sociedade não consegue adaptar-se ao meio como os animais e precisa constantemente mudar ou transformar seu habitat.

Precisamos de uma ação ambientalista mais enérgica e uma educação ambiental transformadora, que saia do comodismo dos conceitos e dos diálogos (que são importantes, mas que por si mesmos não são capazes de fazer as transformações urgentes e necessárias). Uma Educação Ambiental que trabalhe em diversos níveis, que aproxime o ser humano de sua própria realidade, do mundo, seus problemas e suas possibilidades de soluções.

A educação ambiental com objetivo de alterar as atuais relações entre o ser humano e natureza incentiva a criatividade, a liberdade, o trabalho livre, onde o trabalhador se encontra no produto final, assim como nos meios, tomando consciência de si e do outro e do meio, entendendo de modo totalitário e não alienado a sociedade que constitui e é constituído (MARX, 2004).

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Resenha Critica - Educação Ambiental Crítica de Mauro Guimarães

* Cláudio José Braga Bittencourt


“Educação Ambiental Crítica” de Mauro Guimarães (In: Identidades da Educação Ambiental Brasileira/ Ministério do Meio Ambiente, Diretoria de Educação Ambiental; Philippe Pomier Layrargues (coord.). – Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2004, p.25-34”).
Para o autor, a Educação Ambiental Critica (EAC) estabelece-se hoje como uma nova dimensão na educação, ao mesmo tempo como superação, uma contraposição através de outro referencial teórico à forma atual. Essa ressignificação, segundo Guimarães foi necessária para diferenciar uma ação educativa capaz de contribuir para a transformação de uma realidade que historicamente se coloca em uma grave crise socioambiental.
Mauro Guimarães é Graduado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986), com especialização em Ciências Ambientais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1991), Mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense (1996) e Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2003). Professor pesquisador do Programa de Mestrado em Educação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Atuação na área de Educação, com ênfase em Educação Ambiental. Autor de livros e artigos na área, é assessor Pedagógico do Programa Horta Viva de Educação Ambiental.
A concepção de Mauro aponta que a concepção da Educação Ambiental não é instrumentalizada, nem comprometida com o processo de transformação da realidade socioambiental, isto causa a dificuldade do pensar o junto, conjunto e a totalidade complexa. Por uma Educação Ambiental Crítica, percebe-se que Mauro tem a intenção de estabelecer diferença entre as propostas de Educação Ambiental presentes na sociedade e a de que a ação crítica sobre o processo social possibilita a formação de cidadãos comprometidos com a questão da qualidade ambiental.
Sua compreensão de educação ambiental se dá a partir do subsídio dos autores como Milton santos, Paulo freire e Edgar Morin, onde o processo de transformação da realidade socioambiental como reflexo da dialética constitutiva do real, a interação entre o local e o global, entre o desenvolvimento e o subdesenvolvimento, através de uma leitura problematizadora e contextualizadora do real e ainda das relações dialógicas da parte e do todo, da ordem, da desordem e da organização na complexidade.
Ressalta que a Educação Ambiental Critica propõe desvelar o embate pela hegemonia instrumentalizando os atores sociais, em uma compreensão complexa do real, porém em ação conjunta com a práxis, em que a reflexão subsidie uma pratica criativa e que esta dê elementos para uma reflexão e construção de uma nova compreensão de mundo. De tal forma que se de numa relação do individuo com o coletivo, pela cidadania em movimento coletivos conjuntos de transformação da então realidade socioambiental.
A Educação Ambiental Crítica prevista por Guimarães se coloca em promover ambientes educativos mobilizadores da intervenção sobre a realidade e seus problemas socioambientais, para que assim possamos superar as armadilhas paradigmáticas, desta forma a ação pedagógica da EAC que se dê por meio de projetos devem estar voltados para além das salas de aulas e os educadores o ambiente educativo de forma crítica.
Nós educadores ambientais não podemos, deixar de estar cientes de que essa cidadania só pode ser exercida pelos seguimentos sociais que não estão sendo excluídos nestes processos de mudanças. O educador ambiental crítico, no exercício de sua cidadania nas diferentes esferas global/local, bem como atuando na formação de outros cidadãos, estará sendo um agente e formando agentes que contribuirão no processo de transformação deste atual modelo de sociedade e da lógica dominante das mudanças em curso.
Fica claro que, as inquietações com a Educação Ambiental mencionadas neste trabalho, têm seus conceitos evoluídos, os pontos de vista aqui abordados, apresentam o entendimento de como a Educação Ambiental tem sido praticada a partir da relação que se tem com o meio ambiente. É possível observar que a àquela está sendo conduzida a exercer um papel fundamental e deve ser interpretada por isso como portadora dos valores, no sentido de adequar o indivíduo à sociedade, propondo uma forma crítica que conduza para as transformações cabíveis a novos paradigmas socioambientais tais como: a qualidade de vida a justiça social e qualidade ambiental.
Acredito que caminhamos para o momento em que, cada cidadão possa compreender o seu papel na sociedade e como esta interage com sua vida, direta e irreversível, que as pessoas/ sociedade perceba que preservar o espaço natural é antes de tudo preservar sua própria “vida” e que desproteger o meio ambiente, é fragilizar a saúde, a economia, o emprego, etc.
        A educação ambiental critica é um processo pedagógico participativo em que se pretende criar uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, estendendo à sociedade a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.Trabalhemos pela EAC que se dê de forma emancipatória, transformadora, popular e/ou ecopedagógica.

Projeto de Reciclagem de Lixo Eletrônico do CEADI Planeta Vivo, realizará Coleta de Eletrônicos na Semana do Lixo Zero em Pelotas





O projeto Reconstruindo é uma tecnologia social, utilizada por muitas organizações e que aqui na metade sul é desenvolvida pelo CEADI Planeta Vivo, uma OSCIP sem fins lucrativos.

Esta tecnologia, implantada em Pelotas há mais de um ano, Coleta de Resíduos Eletrônicos, recupera e descarta o lixo eletrônico ambientalmente correto. Isto mostra a importância de nosso trabalho e a necessidade de destino correto do lixo eletrônico, não só de Pelotas, mas da região sul.

O REconstruindo: do lixo a esperança tem como objetivo capacitar jovens em situação de vulnerabilidade, criar centros de inclusão digital, recondicionar e doar equipamentos de informática, coletar e destinar corretamente os resíduos eletrônicos da região sul.

A Coleta de Lixo Eletrônico será:

Dia 08/11 entre: 8:00 às 12:00
Mercado Público de Pelotas

Participem, Divulguem e Compartilhem esta Ideia.
Acessem o Face >> Aqui

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O Hangout como ferramenta de Web conferência - Atividade número VII

Nesta atividade contei com a parceria da amiga e colega Andrea e juntos formulamos e respondermos a um  questionário como se segue:

Data para a entrevista será: 24/10 às 18:30
Tema escolhido: Espaços Educadores Sustentáveis (EES)

Questões:
1. Cláudio: Você sabe o que são Espaços Educadores Sustentáveis?
2. Cláudio: Qual o papel dos EES?
3. Cláudio: Cite três exemplos de EES em Pelotas.
4. Andrea: Uma ONG pode ser considerada um EES?
5. AndreaQue atividades são realizadas na ONG onde você atua e a qualificam como um EES?
6. Cláudio: Dos exemplos que você citou, na sua opinião, poderiam ser trabalhados de outra forma?
7. Andrea: Existe algum projeto da ONG CEADI que você classifica como um instrumento educador sustentável?
8. Cláudio: O que você faria para implementar novas formas de EES?
9. Andrea: Dê sugestão de três ações que podem ser implementadas por instituições não formais de educação.
10. Andrea: E as escolas, como podem se utilizar de ONGs para implementação de EES?


Estamos esperando a contribuição de todos, inclusive podem responder as questões aqui no blog, assim construiremos os conceitos que norteiam os Espaços Educadores Sustentáveis...


O que é Educação Ambiental? área, campo ou disciplina? -- Atividade número VI



Para mim a "Educação Ambiental são os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade". Como se refere o Art. 1º da Lei 9.795/99.

Considerando este conceito, para mim a Educação Ambiental não pode ser uma área ou disciplina, senão um campo pedagógico que reflete a interdisciplinaridade de conteúdos de diferentes áreas do conhecimento, devendo permear o currículo escolar como um Tema Transversal.
Cláudio Bittencourt

O que são espaços educadores sustentáveis? -- Atividade de número V

O que são espaços educadores sustentáveis?

Por Greici Maia Behling:

           

De acordo com a Resolução 18/2014, são considerados Espaços Educadores Sustentáveis:

"instituições de ensino que desenvolvem processos educativos permanentes e continuados, capazes de sensibilizar a comunidade escolar para a construção de uma sociedade de direitos, ambientalmente justa e sustentável, fomentando ações que abranjam as dimensões currículo, gestão e espaço físico e compensem seus impactos ambientais com o desenvolvimento de tecnologias apropriadas, de modo a garantir qualidade de vida às presentes e futuras gerações, na intencionalidade de educarem para a sustentabilidade socioambiental, tornando-se referência em seu território".


Para CláudioBittencourt


Para que possamos responder a pergunta “o que são espaços educadores sustentáveis”, temos que compreender que o meio ambiente não é formado somente pela natureza com seus diferentes elementos como vegetais e animais, mas também os espaços construídos e habitados por nós, seja ele urbano ou rural, nossa casa, nosso município, nossa região, nosso planeta. Desse modo, as ações que buscam a proteção da natureza e a melhoria da qualidade de vida das gerações atuais e futuras, pode ser chamado de ações socioambientais.

Outro fato não menos importante é que um espaço pode ser educador sem ser sustentável e ser sustentável sem, necessariamente, ser educador. Por isso compreender essas dimensões e diferenças é fundamental para que a escola possa se transformar em um espaço “efetivamente” sustentável, tanto por suas práticas e posturas, quanto pela intenção em educar para a sustentabilidade.

Espaços Educadores Sustentáveis são, portanto, espaços voltados à construção da sustentabilidade socioambiental por meio da educação, executando ações que viabilizem a formação dos cidadãos para atuarem na construção de meios e processos que vislumbrem a sustentabilidade.

Cronograma de Atividades - EEA -- Atividade número III

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Falando um pouco sobre mim - Atividades I - II e IV

Sou técnico em agricultura, graduado em Ciências Econômicas pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (2002) e MBA em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pelo Centro Universitário de Maringá/ PR. Tendo trabalhado como professor da FURG e Jovem Aprendiz, atualmente sou conselheiro do Conselho Municipal de Proteção Ambiental (COMPAM), Coordenador da Câmara Técnica de Qualidade Ambiental do COMPAM, vice presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Renda de Pelotas e Coordenador do Centro Público de Economia Solidária de Jaguarão. Fundador e  diretor executivo do Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento Integral - CEADI Planeta Vivo, onde desenvolvo atividades socioambientais como: reciclagem de lixo eletrônico, projeto semeando vidas (curso de educação ambiental para professores e comunidades), centros de inclusão digital,  conscientização ambiental, cursos e palestras em escolas , entidades e universidades, etc. Desenvolvemos ainda atividades ligadas a licenciamento ambiental, compensação ambiental, PRAD, PGRS, SGA, laudos ambientais e outorgas de recursos hídricos.  Tenho experiência ainda na área de Economia, Elaboração e Desenvolvimento de Projetos, Captação de Recursos, Meio Ambiente, Economia do Desenvolvimento.
Para saber mais siga o  Curriculum Lattes...

Entre em contato pelo correio eletrônico: Clique aqui    >>> 

Esta é uma breve apresentação feita por mim...(ou uma tentativa)